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2 de mar. de 2013

6 Coisas que você Não Sabia sobre seus Amigos


Poucos de nós estão plenamente conscientes sobre os efeitos específicos que os amigos têm em nosso crescimento pessoal.

O livro "Friendfluence, The Surprising Ways Friends Make Us Who We Are" de Carlin Flora faz um levantamento da maneira como os amigos moldam nossa personalidade, saúde, aspirações, valores e gábitos ao longo da vida, se para melhor ou para pior.

Conhecer minuciosamente os gostos e peculiaridades dos amigos é um privilégio, mas aqui estão 6 verdades sobre seus amigos que talvez você desconheça:

28 de fev. de 2013

Feng Shui: Ritual para limpeza da casa II


Dando continuidade à matéria anterior, vamos aos demais itens do Ritual de Limpeza, baseado no Feng Shui:

11. Trabalhe em silêncio, sem música. Desligue ventiladores e aparelhos ruidosos.

12. Abra ao menos uma porta ou uma janela.

26 de fev. de 2013

Feng Shui: Ritual para limpeza da casa - I


Matéria retirada da revista Bons  Fluidos, nr. 13, junho de 2000, artigo Ritual da Limpeza.

Como é um pouco longo, farei duas postagens, tá?

A bagunça de uma casa foi classificada em 4 categorias, conforme a inglesa Karen Kingston, especialista em energias acumuladas e que trabalha através dos ensinamentos do Feng Shui:

23 de mar. de 2012

Mudanças são sempre necessárias


O ser humano tem por hábito acomodar-se em situações rotineiras como o emprego, os móveis da casa, o estilo de roupa, a comida.

Entretanto o que poucas pessoas sabem é que mudanças sempre nos fazem repensar e mudar a forma como vemos a vida.

1 de fev. de 2012

As 10 profissões mais felizes do mundo



Será que a sua profissão está na lista das 10 mais felizes do mundo?


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago e que foi divulgada em dezembro do ano passado pela revista Forbes chegou a uma conclusão surpreendente, já que também foram divulgadas os 10 cargos mais infelizes para quem os ocupa.


Mesmo sendo realizada nos EUA, a realidade deles quanto às remunerações (ganham melhor ou não ganham tão bem) assemelha-se à nossa, respeitadas as diferenças de poder aquisitivo que lá é muito maior do que o do  brasileiro.


Então, você está em qual quadro?


As 10+



  • Clérigo
  • Bombeiro
  • Fisioterapeuta
  • Escritor
  • Professor de Educação Especial
  • Professor
  • Artista
  • Psicólogo
  • Vendedor de Serviços Financeiros
  • Engenheiro de Operação



As 10-



  • Diretor de TI
  • Diretor de Vendas e Marketing
  • Gerente de Produto
  • Desenvolvedor Web Sênior
  • Especialista Técnico
  • Técnico em eletrônica
  • Secretário Judicial
  • Analista de Suporte Técnico
  • Operador de CNC
  • Gerente de Marketing



Podemos observar que o segundo grupo contém mais atividades técnicas obrigando muitas vezes a trabalhar mais horas por dia, o que em si já é um grande fator estressante. Embora sejam profissionais mais bem remunerados, lidam com um público cujo ritmo frenético de exigências induz uma pressão muito grande impedindo uma satisfação pessoal mais direta e facilmente detectável.  


Isso nos leva de volta ao primeiro grupo que mantém um contato maior com a satisfação do seu cliente liberando serotonina cuja deficiência causa a depressão - facilmente observada nas carreiras mais infelizes.


Pesquisa muito interessante sob meu ponto de vista e gostaria muito de saber quais seriam os resultados se tal avaliação fosse realizada no Brasil. Se alguém tiver conhecimento desse resultado, por favor, informe que colocarei aqui no blog, tá?

4 de jan. de 2012

Você gosta de ser velha (o)?

Texto recebido por e-mail:

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa.
Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim e menos crítica de mim mesma. Eu me tornei minha própria amiga.
Não me censuro por comer brigadeiro, ou por não fazer a minha cama, ou por comprar algo bobo que eu não precisava. Tenho o direito de ser desarrumada, de ser extravagante.
Ví muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de experimentarem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Sei que sou esquecida às vezes. Mas há mais: algumas coisas na vida devem mesmo ser esquecidas.  Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são  os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoada por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ao mesmo tempo ter os risos da juventude. Muitos nunca riram, muitos morreram antes disso.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam.
Hoje me questiono menos. E ganhei o direito de estar errada.
Assim, para responder sua pergunta, gosto de ser velha. Os anos vividos me libertaram. Eu gosto da pessoa na qual me tornei.
Eu não vou viver para semrpe, mas emquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido ou me preocupar com o que será.
E vou comer a sobremesa todos os dias (se me der vontade)!

16 de jul. de 2011

Comer, Rezar, Amar (não necessariamente nesta ordem...)



Sexta-feira, 00:21h, estou em casa, com meus filhotes, lendo blogs, feliz por ter mais companhias no meu (obrigada mesmo) e dentre vários assuntos que explodem na minha cabeça para escrever, escolhí falar sobre o livro que terminei de ler semana passada: "Comer, Rezar, Amar" de Elizabeth Gilbert.


Fiquei curiosa em ler o livro pois assistí o filme com Julia Roberts e fiquei fascinada (acabei ganhando da minha filha como presente de aniversário - obrigada princesa), talvez por estar em um momento de inquietude comigo mesma (crise dos quase 50...). Como os livros são sempre mais divertidos do que os filmes (pelo menos para mim), enquanto viajava pelos ônibus da Avenida Brasil (RJ) em direção ao trabalho, mastigava-o. Posso dizer que minha visita à um Ashram, conforme narrei em 7 partes (que número cabalístico!) foi incentivada por ambos - o filme e o livro.


Para começar, a autora passou seu ano sabático (iniciado com seu divórcio) com 32 anos. Gente! Aos 32 eu estava separada pela primeira vez (a propósito, sou separada cinco vezes do mesmo marido), com apenas um ano de casamento e uma filha na época com 3 meses. Isso me dá um crédito de 5 anos sabáticos! Mas, como cada um de nós suporta sua cruz de acordo com sua capacidade em carregar pesos, vamos aos comentários.


A autora narra sua viagem durante este ano, em que decidiu passar 4 meses na Itália, 4 meses na India e 4 meses na Indonésia (mais especificamente em Bali). No primeiro desfrutou do prazer da comida, conseguindo ganhar 14Kg (caramba!) e aprendeu italiano, língua que sempre a fascinou.


No segundo País, instalou-se em um ashram onde lavou chão, fez dieta vegetariana e aprendeu a meditar.


No último, reencontrou o xamã que a inspirou a buscar seu próprio "eu", deixou-se levar pela independência de compromissos e conheceu o amor brasileiro (aliás, ela mencionou a nacionalidade do cidadão mais de 50 vezes!). 


De maneira bem leve e humorada, toda a narrativa das experiências pelas quais passou levou-me a rir e, ao mesmo tempo, peguei-me com o livro no colo pensando na minha própria vida. Foi então que, depois de sair de uma depressão daquelas (entre o filme e o livro) por "n" outras razões, resolví me reinventar, retomei este blog, estou fazendo vários cursos sobre todos os assuntos que sempre me fascinaram - mas que eu nunca tinha tempo para me dedicar - quero voltar para a Faculdade, quero mudar de emprego. 


Às vezes a D. Solidão sempre me alfineta com comentários do tipo: "de que adianta tudo isso se você não tem ninguém com quem dividir suas experiências?", "sua cama continua vazia!", "garota, você já percebeu que não sabe mais namorar?". Mas, normalmente eu respondo, após alguns minutos de reflexão: "sou independente, criei meus filhos sozinha, pago minhas contas sozinha, por que vou oferecer tudo que tenho para um estranho que não vai me dar valor?". Sem contar que a cada dia, mês ou ano que passa, mais fico exigente, menos paciência tenho com cafajestes, conheço melhor os homens e acabo gostando mais do meu gato e do meu cachorro (os bichos mesmo)!"


Voltando ao livro que me inspirou, resolví destacar alguns trechos aqui que falarão por si. No mais, recomendo a leitura pois, como eu disse anteriormente, leva-nos a reflexões sobre a vida, onde as palavras solidificam os sentimentos.


"Se você quiser mesmo conhecer alguém, precisa se divorciar dessa pessoa." - caramba, que observação mais verdadeira! E não precisa ser usada necessariamente na condição matrimonial; pode ser encarada também num "divórcio" entre amigos.


"No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigindo que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos." - mais conhecido como "ilusão"... essa traidora!


"Será que esta nossa vida tem de ser apenas dever?" - puxa, esta caiu como uma luva na minha vida!


"Acho que o que eu quero é aprender a viver neste mundo e desfrutar seus prazeres, mas também me dedicar à Deus." - eu também!


"Você faz parte do universo,... . Você é um pedaço dele, e tem todo o direito de participar das ações do universo, e de deixar claros os seus sentimentos". - tudo a ver com a Psicobiofísica, um dos assuntos o qual estou me dedicando.


"Aproximam-se de mim, silenciosas e ameaçadoras como detetives particulares, e me cercam - a Depressão pela esquerda, a Solidão pela direita. Sequer precisam me mostrar seus distintivos. Eu as conheço muito bem. Há anos que temos brincado de gato e rato." - sem comentários!


"É claro que todos nós inevitavelmente trabalhamos demais, e em seguida ficamos exaustos e precisamos passar o fim de semana inteiro de pijama, comendo cereal direto da caixa e olhando fixamente para a televisão em um estado próximo ao coma..." - é aí que eu pergunto: como vou pensar em morar com alguém se é assim que gosto de ficar de vez em quando? Isso não é nada sexy!


"O que você gostaria de fazer hoje,...? O que te daria prazer neste momento? Sem ter de pensar no que alguém mais iria achar, e sem mais nenhuma obrigação com que me preocupar, essa pergunta finalmente se tornou clara e absolutamente pessoal." - posso dizer que essa frase foi a chave para minha mudança de comportamento neste último mês.


"Mas eu sou inteiramente tragada pela pessoa que amo. Sou como uma membrana permeável. Se eu amo você, eu lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro - tudo. Se eu amo você, carregarei para você toda a sua dor, assumirei por você todas as suas dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei você da sua própria insegurança, projetarei em você todo tipo de qualidade que você na verdade nunca cultivou em si mesmo e comprarei presentes de Natal para sua família inteira. Eu lhe darei o sol e a chuva e, se não estiverem disponíveis, dar-lhe-ei um vale de sol e um vale de chuva. Darei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia será me apaixonar por outra pessoa. Não é com orgulho que revelo esses fatos sobre mim mesma, mas é assim que sempre foi." - esse parágrafo é um daqueles que mencionei acima. Quando me toquei, estava refletindo sobre ele, relendo e me identificando plenamente. É, essa sou eu!


E encontrei tudo isso só nos capítulos narrados na Itália!


Bem, com essa revelação, paro por aqui e deixo as outras frases que me chamaram a atenção para uma outra postagem.


Se você já leu o livro também, comente! Será um prazer trocar figurinhas. (ih, olha eu buscando o prazer de novo... -rs-)

15 de mai. de 2011

Destralhe-se !



O texto abaixo, recebido por e-mail de uma amiga, teve um peso na repaginação da minha vida.
Espero que ajude você também.


Destralhe-se
por Carlos Solano


"... vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada. Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são:

  • objetos que você não usa,
  • roupas que você não gosta ou não usa há um ano;
  • coisas feias,
  • coisas quebradas, lascadas ou rachadas.
  • velhas cartas, bilhetes,
  • plantas mortas ou doentes;
  • recibos/jornais/revistas antigos,
  • remédios vencidos,
  • meias velhas, furadas,
  • sapatos estragados...

(...) O 'destralhamento' é a forma mais rápida de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias. Com o destralhamento:

  • a saúde melhora,
  • a criatividade cresce,
  • os relacionamentos se aprimoram...

É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois existem 'fios invisíveis que nos ligam a tudo aquilo que possuímos'. Outros possíveis efeitos do 'acúmulo e da bagunça':

  • sentir-se desorganizado,
  • fracassado,
  • limitado,
  • aumento de peso,
  • apego ao passado...

No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; 
na entrada, restringem o fluxo da vida; 
empilhadas no chão, nos puxam para baixo; 
acima de nós, são dores de cabeça; 
sob a cama, poluem o sono.


Oito horas para trabalhar, oito horas para descansar, oito horas para se cuidar.


Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:

  • por que estou guardando isso?
  • será que tem a ver comigo hoje?
  • o que vou sentir ao liberar isto?

E vá fazendo pilhas separadas:

  • para doar!
  • para jogar fora!

Para destralhar mais:

  • livre-se de barulhos,
  • das luzes fortes,
  • das cores berrantes,
  • dos odores químicos,
  • dos revestimentos sintéticos...

E também:

  • libere mágoas,
  • pare de fumar,
  • diminua o uso da carne,
  • termine projetos inacabados.

'Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará... Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá', arremata o mestre Jesus no evangelho de Tomé.


'Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente', diz a sabedoria oriental. O ocidente insiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
(...) as frutas nascem azedas e, no pé, vão ficando docinhas com o tempo. A gente deveria ser assim: destralhar ajuda a adocicar."


Editei as partes mais importantes, que farão a diferença na sua vida como está fazendo na minha.
Estou me destralhando, aos poucos, sem pressa, buscando prazer em tudo que faço.
E quando arrumo um cômodo, um canto, um armário, o quintal, sinto-me renovada e de bem com a vida. A impressão que fica é a de que saiu um grande peso que estava nos meus ombros.


Tente também e conte o que fez e como se sentiu. Adoraria trocar experiências.


Aguardo seu comentário.


Link para o texto completo (valeu pela dica, Ana): 
http://textileindustry.ning.com/profiles/blogs/destralhese-texto-carlos?xg_source=activity



19 de mar. de 2010

O Beija-flor e o Incêndio


Mencionei este texto na minha postagem "Hora do Planeta".

É pequeno mas diz muito no coração:

Havia um incêndio numa floresta que se espalhava de forma perigosa.


Os animais da floresta fugiam desesperadamente, mas um minúsculo beija-flor se dirigia à beira do rio, enchia seu pequeno bico com água e jogava o mais próximo que podia do incêndio.


Ele fez isso várias vezes incansavelmente. Na oitava vez que passava, um elefante vendo a disposição do beija-flor em tentar apagar o incêndio,questionou:


- Você está louco beija-flor!!! Não está vendo que não vai conseguir apagar este grande incêndio???


O beija-flor respondeu:


- Mas pelo menos estou fazendo a minha parte!!!

Pense nisso!

18 de mar. de 2010

Hora do Planeta


Em 2009 divulguei a Hora do Planeta na minha empresa espalhando panfletos e colocando o logotipo do movimentos em minhas mensagens.

Foi o primeiro ano em que o Brasil participou, e fico orgulhosa de ter feito minha parte.

Neste ano a hora do planeta ocorrerá no dia 27 de março, dia em que faço aniversário. É um presente para mim e eu o reverto em favor do Planeta.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney - Austrália. Em 2008 houve a participação de 371 cidades. No ano passado o movimento superou todas as expectativas. Milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades apagaram as luzes por uma hora. Torre Eiffel, Coliseu, Cristo Redentor, Congresso Nacional e muitos outros monumentos apagaram suas luzes para participar deste momento simbólico mundial. Foi lindo!

E justamente por isso é que nesse ano sabemos que podemos fazer muito mais, podemos envolver mais pessoas.

O objetivo deste movimento é mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

Para participar basta se cadastrar no site www.horadoplaneta.org.br. É rápido, gratuito, e servirá para avaliarmos quantas pessoas aderiram ao movimento. Quanto mais, melhor. Sabemos que a união faz a força.

Participe, seja o beija-flor que ajuda a apagar o incêndio da floresta.


17 de mar. de 2010

Por que não fui promovido?


O texto abaixo reproduzido fala muito sobre o assunto que tratei em postagem anterior, sob o título "Você faz a diferença?".

Tenho este texto no mural da empresa na qual presto meus serviços de consultoria. Leia e reflita.

Certo dia, João entra na sala do diretor e reclama:
- Por que não fui promovido no lugar do Antônio? Afinal, tenho 15 anos de empresa e o Antônio só tem cinco!

O diretor, ouvindo um barulho de caminhões na rua defronte ao escritório, disse ao João:
- Por favor, veja o que é esse barulho aí na frente.
João foi até a rua, voltou e disse :
- É uma fila de enorme de caminhões que está passando aí na frente.

O diretor perguntou :
- E o que eles estão levando?

João voltou à rua e retornando disse:
- São caixões .

O diretor perguntou :
- Caixões com o quê ?

João voltou à rua e retornando disse:
- Não dá para ver. Estão fechados.

O diretor perguntou:
- Para onde vão os caminhões ?

João voltou à rua e retornando disse:
- Vão para a direção leste.
O diretor disse ao João :
- Acho que já posso dar a resposta ao seu pedido de promoção.
Aguarde um pouco aqui na sala mesmo...
João ficou radiante esperando, enquanto o diretor chamou
Antônio e pediu-lhe:
- Antônio, por favor, tem um barulho aí na rua em frente.
Veja o que é para mim .

Cinco minutos depois, Antônio voltou ao diretor e disse :
- São nove caminhões carregados de caixas com artefatos de ferro da Siqueira & Cia. Fazem parte de uma encomenda que a empresa está mandando para São Paulo. Esta manhã passaram outros dez caminhões com a mesma carga. O carregamento é consignado à firma Zanon Oliveira Ltda, da cidade de Cascavel no Paraná.

O diretor agradeceu Antônio e com um sorriso virou se para o João e limitou-se a dizer-lhe:
- Entendeu porque o Antônio foi promovido?

16 de mar. de 2010

Você faz a diferença?


"As pessoas são contratadas por seu currículo mas são demitidas pelos seus comportamentos."
Peter Drucker

Como já escreví aqui, trabalho em uma empresa de pequeno porte e isso faz de cada um de nós um multitarefa.

Dentre minhas funções está a de RH, onde procuro no mercado de trabalho o profissional que mais se adeque ao cargo oferecido, incluindo anúncio, seleção, entrevista e contratação.

Minha maior dificuldade está em encontrar profissionais qualificados. E acreditem, sou muito exigente.

Não basta ser tecnicamente bom, possuir conhecimentos na área ou ter experiência em carteira. Procuro sempre por profissionais comprometidos, proativos, organizados, que buscam a perfeição e fazem a diferença.

Buscar a pessoa certa para o lugar certo é uma peregrinação. São horas de envolvimento nessa busca que não garante o sucesso e, muitas das vezes, traz decepções e frustrações.

Muitos desejam trabalhar nas "100 melhores empresas" mas talvez apenas 5% dessas pessoas é capaz de assumir um cargo nessas empresas. Infelizmente.

Navegando em sites especializados (um dos meus hobbies), encontrei o PortalFox do Ricardo Piovan que em seu artigo "Insucesso Profissional" lista 10 atitudes de profissionais talentosos conforme pesquisa realizada pela revista Você S/A. Vou reproduzí-los aqui como alerta a você que está procurando por um trabalho e até para você que já tem uma colocação.

1- Ele não é o mais inteligente e sim o mais comprometido com a empresa.

2- Ele realiza o que é delegado imediatamente, sem reclamar.

3- Ele colabora com seus colegas de trabalho, mesmo quando a tarefa não é de sua área.

4- Ele participa, dá opiniões, mesmo correndo o risco de não ser bem entendido.

5- Ele termina o que começa.

6- É o que presta atenção nos detalhes naquilo que faz e procura fazer tudo bem feito.

7- Ele sempre faz mais que o solicitado, a todo tempo quer exceder nas suas atividades

8- É o que está sempre procurando saber mais sobre a empresa, participando dos cursos e palestras, para servir melhor clientes e colegas.

9- É aquele que não trabalha olhando o tempo todo para o relógio para ir embora.

10- É aquele que respeita o ambiente de trabalho desde como se veste, até como se comporta, e principalmente o que fala.


Este assunto me leva a escrever na próxima postagem um texto que costumo deixar no mural da empresa, intitulado "Porque não fui promovido".

Procure ter estas 10 atitudes e não apenas ficar esperando uma estrelinha em seu peito no final de um dia de trabalho.



14 de mar. de 2010

24 Horas é tempo suficiente?

Não tenho tempo!

Estou assoberbada de serviço que vai se acumulando porque outros surgem como prioridades, deixando uma pilha de tarefas se amontoando na mesa.

Já dei nome aos prédios de papéis: Pão de Açúcar, Empire State e Torre Eiffel.

Sou worklover (completamente diferente do workaholic já que meu trabalho não é minha razão de viver), saio de casa para trabalhar, em uma empresa de engenharia, às 06h 45m e só retorno por volta das 21h. Em um universo de 24h diárias, uso quase 15 horas por dia com assuntos relacionados à minha vida profissional.

Por tratar-se de uma empresa de pequeno porte, acabamos assumindo muito mais responsabilidades do que um trabalhador normal, de médias e grandes empresas.

Trato a empresa como se fosse minha. Envolvo-me com todos os setores, uns mais, outros menos.
E a-d-o-r-o o que faço.

Quando chego em casa, tiro alguns minutos para meus filhos, tomo um banho, janto e assisto à TV.
Dependendo da pressão em que estou, ora durmo cedo, ora tenho insônia, pensando em possíveis soluções para os problemas da empresa.

E no meio disso tudo, acabo não tendo tempo para escrever aqui.

Então, entre uma newsletter e outra leio um artigo sobre "Pessoas sem Tempo" da Fava Consulting e tento encaixar-me em um dos paradigmas modelados pela
Consultora Cristina Gattai
. Descubro que me encontro no 4º Paradigma, onde encaro o tempo como inimigo (pessoas deste grupo têm um estilo de vida frenético, tenso e ansioso, demonstrando sempre preocupação constante com o relógio e o calendário. São pessoas que vivem falando frases como: "o tempo voa", "não tenho tempo para nada", etc.).

Parei para fazer uma auto-análise e cheguei à seguinte conclusão:

Tenho tempo sim, mesmo com aqueles prédios na minha mesa.

Tenho tempo sim, por que dou atenção a todos, atendo a todos.

Tenho tempo sim, por que saio com meus filhos nos finais de semana para uma praia, um shopping ou um passeio, quando a grana está sobrando.

Tenho tempo sim, por que agora estou escrevendo meu blog (e mil assuntos borbulham na minha cabeça).

Tenho tempo sim, por que estou pintando sozinha o apartamento onde moro (que nem é meu!).

Tenho tempo sim, por que às sextas-feiras saio com os colegas para uma balada, um cinema, um chopp, o que pintar.

E ainda vou arrumar tempo para fazer minhas mandalas.

Sou intensa em tudo que faço. E fico feliz em descobrir que na realidade estou no 6º Paradigma da Drª Gattai, ou seja, emprego meu tempo como um recurso que possuo para minhas necessidades, prioridades, desejos, metas, decisões. O relógio serve apenas para mensurar o tempo e planejar minhas atividades.

Portanto, não deixem que taxem você como uma pessoa muito ocupada, que não tem tempo para nada nem ninguém. Administre seu tempo, não se deixe levar pela loucura contemporânea. O importante é que você realize tudo o que você gosta de fazer e ame tudo o que faz.

Esse é o segredo. No mais, nunca acredite em ninguém que diz que não tem tempo para você...

Eu tenho tempo para meu blog! E você, tem tempo para lê-lo?


26 de dez. de 2009

Deus nunca erra!



Um rei que não acreditava na bondade de DEUS.

Tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: - Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito , Ele não erra!


Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: - Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.

O servo apenas respondeu: - Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!

Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo . Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.

Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente.

- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens , justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?


- Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito! Ele nunca erra!

Retirado de Toque de Motivação
- http://www.umtoquedemotivacao.com.br



25 de dez. de 2009

Só observando...

(imagem do blog canção nova)

Texto recebido por e-mail que achei muito legal para ilustrar o Natal:

O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.


A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.
O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora.

Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia.
Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.

A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.
O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim. Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali. E disse a oração que fazia:

'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias.
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.
'É hora de ir' - disse Jim sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.

O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
Teve então, um lindo encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...

'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias.
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

Certo dia, o pastor notou que Jim não havia aparecido.
Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.

Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.
A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!

Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:


- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!


Parecendo surpreso, o velho virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso:


- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:


'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias.
Agora sou eu quem o está observando... e cuidando! '



22 de jul. de 2009

Minha Estréia

"Até uma jornada de mil milhas começa com o primeiro passo."


(Provérbio Chinês)

E assim começo meu blog!


Fiquei pensando sobre o que poderia começar a escrever e depois de ter tido algumas idéias que foram devidamente descartadas pois queria inaugurar em "grande estilo", lembrei-me de um texto que já viaja a décadas pelo mundo inteiro e que já foi traduzido para dezenas de línguas, passando por países tão diversamente culturais como a China, URSS, Itália, EUA e lógico, nosso Brasil... Pesquisei na Internet e ei-lo aqui.


É uma história linda, encantada, que apesar de datar do início do século passado, ainda carrega em si verdades tão contemporâneas. Espero, sinceramente, que ela mude seu modo de agir e de pensar pois é isso que um texto ou um livro devem fazer: mudar nosso modo de ver a vida, abrir nossos olhos, alimentar-nos com gotas de sabedoria...


Leia e mande sua opinião. Convido você a dar nosso primeiro passo para essa longa jornada juntos.


Mensagem A Garcia

Em todo este caso cubano um homem se destaca no horizonte de minha memória.


Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os EUA, o que importava a estes era comunicar-se com o chefe dos insurretos, Garcia, que sabiam se encontrar em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse dizer exatamente onde.


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Era impossível um entendimento com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente precisava-lhe da colaboração o mais rapidamente possível. Que fazer?


Alguém lembrou:


- Há um homem chamado Rowan, e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan.


Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia.


De como Rowan tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a ao peito, e após quatro dias saltou de um barco sem sequer uma cobertura, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão para depois de três semanas surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregue a carta a Garcia, são coisas que não vem ao caso narrar aqui pormenorizadamente.


O ponto que desejo frisar é este: MacKinley, o Presidente, deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia. Rowan tomou a carta e nem sequer perguntou onde Garcia estava: entregou-a.


Salve! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze e sua estátua colocada em cada escola.


Não é somente de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem somente de instrução sobre isto ou aquilo: precisa sim de um endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altiva no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.


A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma grande tarefa em que a ajuda de muitos se torna necessária, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de um grande número de homens, ante a inabilidade ou a falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la.


A regra geral tem sido: assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal feito.


Ninguém pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance para fazer com que outros homens o auxiliem, a não ser que Deus, na sua grande misericórdia, faça um milagre, enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz.


Você mesmo podes tirar a prova. Chame um dos seus empregados e peça:


- Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e fazer uma descrição resumida de corrégio.


Dar-se-á o caso de o empregado dizer calmamente: sim senhor, e executar o que pediste?


Nada disso! Olhar-te-á admirado para fazer uma ou algumas das seguintes perguntas:


- Quem é ele?


- Que enciclopédia?


- Onde é que está a enciclopédia?


- Fui eu acaso contratado para fazer isso?


- E se o Carlos o fizesse?


- Já morreu?


- Precisa disso com urgência?


- Não quer que traga o livro para que o senhor mesmo procure?


- Para que quer saber disso?


E aposto dez contra um que, depois de teres respondido tais perguntas, explicando a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Corrégio, e depois voltará para te dizer que tal homem não existe.


Evidentemente pode ser que eu perca a aposta, mas segundo a regra e a conduta geral, aposto que não.


A dificuldade de expediente, a incapacidade moral, a fraqueza de vontade, a falta de disposição de se pôr em campo e agir, são causas que impedem o advento do socialismo puro. Se o homem não toma a iniciativa de agir em seu próprio proveito, nada fará se o resultado do seu esforço redundar em benefício de todos. Por enquanto parece que o homem ainda precisa ser dirigido.


O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de, se não o fizer, ser despedido no fim do mês.


Anuncie precisar de um taquígrafo: nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar e, o que é mais grave, pensam não ser necessário sabê-lo.


Poderão pessoas assim entregarem uma carta para Garcia?


- Vê aquele guarda-livros. Dizia-me o chefe de uma grande fábrica.


- Sim, o que tem?


- É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o mandasse dar um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas, podia ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de bebidas e, quando chegasse ao seu destino, já não se recordasse sequer da tarefa que lhe fora dada.


Será possível confiar-se a tal homem uma carta para ser entregue a Garcia?


Ultimamente temos ouvido expressões sentimentais, demonstrando simpatia para com os pobres entes que lutam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo isso, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder.


Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num esforço inútil para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalharem conscienciosamente. Nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoas, que, muitas vezes, nada mais fazem do que matar o tempo logo que ele volta às costas.


Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostre incapaz de zelar pelos seus próprios interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. Este processo de seleção está se operando incessantemente e, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais meticulosa, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis.


É a lei da sobrevivência do mais capacitado. Cada patrão, no interesse comum, trata somente de guardar os melhores. Aqueles que podem levar a "Mensagem a Garcia".


Conheci um homem de aptidões brilhantes, mas sem a fibra necessária para dirigir um negócio próprio, e que ainda se tornou completamente nulo para o patrão, devido a suspeita que constantemente abrigava de que estava sendo explorado: sem poder mandar em alguém, não tolerava que alguém mandasse nele. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria, provavelmente: leve-a você mesmo.


Hoje esse homem perambula pelas ruas em busca de trabalho, em estado quase de miséria. Ninguém que o conhece se aventura a lhe dar trabalho, porque é a personificação do descontentamento e do espírito de discórdia.


Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este não é menos digno de compaixão, mas, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam muito cedo envelhecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz, justamente daqueles que sem seu espírito empreendedor, poderiam andar famintos e sem lar.


Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas?


Pode ser que sim; mas quando todo mundo se prende a divagações, quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que dá êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros e que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou. Nada, salvo a sua simples subsistência.


Carreguei marmitas e trabalhei como jardineiro, como também já fui patrão. Sei, portanto, que alguma coisa se pode dizer de ambos os lados.


Não há excelência na pobreza em si mesma; farrapos não servem de recomendação.


Nem todos o patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos.


Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha quer o patrão esteja, quer não, e ao homem que, ao lhe ser confiada uma carta para Garcia, tranqüilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro gesto que não seja entregá-la ao destinatário.


Este homem nunca fica encostado, nem tem que se declarar em greve para forçar um aumento de ordenado.


A civilização busca ansiosa por homens nestas condições. Tudo que tal homem pedir conceder-se-á. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda.


O grito do mundo inteiro, praticamente, se resume nisso:

"Precisa-se e precisa-se com urgência, de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia".




Notas do autor:


Esta insignificância literária, Mensagem a Garcia, escrevi-a, em uma hora, para o número de março da nossa revista, Philistine, numa noite depois do jantar, em 22 de fevereiro de 1899, aniversário de George Washington.


Encontrava-me com disposição para escrever. O artigo brotou espontâneo do meu coração, redigido depois de um dia afanoso, durante o qual eu tinha procurado convencer alguns moradores um tanto renitentes do lugar, de que deviam sair do estado comatoso em que se encontravam, esforçando-me por incutir-lhes radioatividade.


A idéia original veio-me de um pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, quando ele procurou sustentar ser Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan pôs-se a caminho só e deu conta do recado: levou a mensagem a Garcia.


Como uma centelha luminosa, a idéia se assenhorou da minha mente. É verdade - disse comigo mesmo - o rapaz tem toda a razão, o herói é aquele que dá conta do recado: que leva a mensagem a Garcia!


Levantei-me da mesa e escrevi "Mensagem a Garcia" de uma assentada. Liguei tão pouca importância ao artigo que o publiquei sem título na revista.


Pouco depois de a edição ter saído do prelo, começaram a afluir pedidos para exemplares adicionais: uma dúzia, cinqüenta, cem. Quando a American News Company encomendou mais de mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual o artigo que havia levantado o pó cósmico.


- Esse do Garcia -, retrucou-me ele.


No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, pedindo o preço para cem mil exemplares do artigo sob forma de folheto, com anúncios da estrada de ferro no verso. Pedia também que indicasse o prazo de entrega.


Respondi indicando o preço, e acrescentando que podia entregar os folhetos dali a dois anos. Dispúnhamos de facilidades restritas e cem mil folhetos afigurava-se um empreendimento de monta.


O resultado foi que autorizei o Sr. Daniels a reproduzir o artigo conforme lhe aprouvesse. Fê-lo em forma de folhetos e distribuiu-os em tal profusão que duas ou três edições de meio milhão se esgotaram rapidamente. Além disso, o artigo foi reproduzido em mais de duzentas revistas e jornais e tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas faladas.


Quando o Sr. Daniels estava fazendo a distribuição da "Mensagem a Garcia", o príncipe Hilakoff, diretor das Estradas de Ferro Russas, encontrava-se nos EUA: era hóspede da Estrada de Ferro Central de Nova York, percorrendo o país em companhia do Sr. Daniels.


O príncipe viu o folheto e por ele se interessou. Mais pelo fato de ser o próprio Sr. Daniels que o estava distribuindo em tão grande quantidade, que qualquer outro motivo.


Quando o príncipe regressou a sua pátria mandou traduzir o folheto para o russo e entregar um exemplar a cada empregado da Estrada de Ferro da Rússia. Em pouco tempo foi imitado por outros países: da Rússia o artigo passou para a Alemanha, França, Turquia, Indostão e China.


Durante a guerra entre a Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar de "Mensagem a Garcia" a cada soldado russo que se destinava ao "front".


Os japoneses, ao encontrarem os livrinhos em poder dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão que havia de ser uma informação valiosa e não tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Micado foi distribuído um exemplar a cada empregado civil ou militar, do governo japonês.


Mais de cem milhões de exemplares foram impressos, o que é sem dúvida a maior circulação jamais atingida por qualquer trabalho literário durante a vida do autor, graças a uma série de circunstâncias felizes.


East Aurora, 01 de dezembro de 1913


Helbert Hubbard
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