21 de mai de 2011

Retiro Espiritual



Se você estiver lendo meu artigo hoje (21 e 22/05) estarei fazendo um retiro espiritual em Teresópolis.
É a primeira vez que realizo uma atividade assim. Estou em busca de paz e, coincidentemente, encontrei na internet este ashram.
Como estou na fase "Elizabeth Gilbert" (Comer, Rezar e Amar), resolví pular a primeira parte e fui direto para a segunda.
Quando retornar, narrarei minha experiência que, espero, seja fascinante...
Beijos a todos.


Namastê 


Para acompanhar:
Retiro Espiritual - 2ª parte
Retiro Espiritual - 3ª parte
Retiro Espiritual - 4ª parte
Retiro Espiritual - 5ª parte
Retiro Espiritual - 6ª parte (De volta para minha casa)
Retiro Espiritual - 7ª parte (De volta para minha casa)





Onde estão nossas árvores? (Denúncia)



Sou uma pessoa muito emotiva quando se trata de natureza. 
A tal ponto de não suportar ver quando alguém está cortando uma árvore, principalmente aquelas saudáveis, imensas, centenárias.
Às vezes são pessoas comuns, que querem arrancar a árvore porque deseja asfaltar o quintal, ou porque quer estacionar o carro na calçada em frente da sua casa, ou por qualquer outra razão estúpida. 
Dói ver a árvore sendo jogada aos pedaços, com troncos repletos de folhas verdes. Tenho a impressão que estou ouvindo os gritos de dor daquele ser vegetal.
E o homem, esse grande animal predador, vai destruindo-a, torturando-a, de pedaço em pedaço, até chegar à sua raiz, aniquilando-a totalmente.
Lembro-me uma vez em que fui abraçada por uma árvore, no Campo de Santana, e me sentí tão renovada, tão revigorada, que nunca mais me esquecí.
Eu estava sentada num dos bancos de madeira, pensando na vida, num daqueles momentos deprê, quando de repente um vento balançou um dos galhos, cheinho de folhas, e o trouxe até mim, envolvendo-me como em um abraço. Foi emocionante...
Desculpem-me se estou sendo trágica, dramática, desequilibrada, ou outro adjetivo que queiram me presentear, mas não consigo entender essas pessoas.
Às vezes assistia os funcionários da Comlurb (limpeza urbana do município do RJ) realizando esse trabalho e acreditei que, nesses casos, a árvore estava sendo prejudicial em algum aspecto da vida humana, embora não conseguisse entender a razão.
Eis que me deparei com um artigo publicado em uma das edições da Revista do Crea-RJ, muito bem escrito pela Engenheira Florestal Denise Baptista Alves, sob o título "Por uma cidade com árvores", cujo teor transcrevo abaixo em forma de colcha de retalhos, pois do contrário, me estenderia ainda mais:


"A arborização de ruas representa fator indispensável à qualidade de vida nos centros urbanos. As árvores, por suas múltiplas funções, atuam diretamente sobre o complexo organismo que constitui a cidade: suas folhas absorvem compostos carbônicos, fixando poeiras e sólidos em suspensão. Suas copas oferecem sombra, amenizam o microclima e absorvem ruídos; seus troncos, galhos, flores e frutos abrigam e alimentam a fauna, de um modo especial as aves. Além disso, o valor estético da arborização equilibra as paisagens das áreas urbanas densamente construídas.(...)Neste sentido, a despeito de sua importância, a arborização no inconsciente do homem urbano, às vezes, representa considerável obstáculo ao desenvolvimento ou elemento de incentivo à segurança. O que se pode observar é que os projetos urbanísticos, de um modo geral, não dão à árvore a importância devida, ato que pode ser comprovado tanto pelo pequeno espaço reservado ao desenvolvimento pleno do vegetal, quanto por sua constante desvalorização ante outros equipamentos urbanos, como redes aéreas, de esgoto e iluminação.(...)Hoje, na cidade do Rio de Janeiro, cabe à Comlurb incluir em suas atividades essas duas tarefas que são a poda e a remoção de árvore em toda a cidade. Acontece que a normatização, planejamento da arborização e o plantio permaneceram com a Fundação Parques e Jardins. Dessa forma parece que os órgãos não se falam, comprometendo a união das ações (...). Basta olhar ao redor e ver a poda danosa, retirada e/ou a permanência de árvores sem critério nem prioridades definida. Isso é resultado, entre outras causas, da falta de acompanhamento de profissional habilitado (...). Da mesma forma as concessionárias de serviços públicos associadas aos serviços das redes de transmissão e iluminação urbana não contemplam em seus quadros, profissionais habilitados para o acompanhamento dos serviços de poda de árvores, promovendo um verdadeiro caos na condução destes serviços que deveriam ser vistoriados pelos órgãos públicos estaduais e municipais.Denise Baptista AlvesEngenheira FlorestalVice-presidente da Apefer"
 (grifo meu)


E assim vamos caminhando, nesta selva de concreto, cimento, carros de passeio, ônibus e caminhões, respirando gás carbônico, sob um sol inclemente, em direção ao futuro...


Com a palavra, a Comlurb.

18 de mai de 2011

Vaso sanitário com pia - tecnologia com foco na sustentabilidade



Trabalho em um escritório de engenharia e frequentemente recebo revistas na área de construção civil.
Destralhando minha mesa de trabalho lí uma reportagem da Revista Anamaco um artigo muito interessante sobre reuso da água.
Meu sonho é ter uma casa totalmente sustentável com energia solar, reaproveitamento de água da chuva entre outros mimos. E este vaso sanitário vai para minha lista.
Esta gracinha é da Roca, possui formato inovador aliando beleza, praticidade e sustentabilidade.
Além da economia de espaço, há uma característica que atrai aqueles preocupados na futura escassez da água: o conjunto possui um sistema que permite que a água utilizada no lavatório seja reaproveitada para a limpeza do vaso.
Durante a lavagem das mãos, essa água é filtrada ficando em um reservatório onde recebe um tratamento com cloro, que permite a limpeza contra bactérias. Depois de tratada, fica armazenada em um reservatório e toda vez que a descarga é acionada, a caixa esvazia e é abastecida com a água do reservatório.
O produto custa aproximadamente R$ 6.900,00 e foi criado pelos designers Gabriela e Oscar Buratti.
Achei essa idéia simplesmente genial.
Pena que ainda é para poucos.
Enfim, ainda é permitido sonhar...
E você, o que achou da idéia?



15 de mai de 2011

Destralhe-se !



O texto abaixo, recebido por e-mail de uma amiga, teve um peso na repaginação da minha vida.
Espero que ajude você também.


Destralhe-se
por Carlos Solano


"... vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada. Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são:

  • objetos que você não usa,
  • roupas que você não gosta ou não usa há um ano;
  • coisas feias,
  • coisas quebradas, lascadas ou rachadas.
  • velhas cartas, bilhetes,
  • plantas mortas ou doentes;
  • recibos/jornais/revistas antigos,
  • remédios vencidos,
  • meias velhas, furadas,
  • sapatos estragados...

(...) O 'destralhamento' é a forma mais rápida de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias. Com o destralhamento:

  • a saúde melhora,
  • a criatividade cresce,
  • os relacionamentos se aprimoram...

É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois existem 'fios invisíveis que nos ligam a tudo aquilo que possuímos'. Outros possíveis efeitos do 'acúmulo e da bagunça':

  • sentir-se desorganizado,
  • fracassado,
  • limitado,
  • aumento de peso,
  • apego ao passado...

No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; 
na entrada, restringem o fluxo da vida; 
empilhadas no chão, nos puxam para baixo; 
acima de nós, são dores de cabeça; 
sob a cama, poluem o sono.


Oito horas para trabalhar, oito horas para descansar, oito horas para se cuidar.


Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:

  • por que estou guardando isso?
  • será que tem a ver comigo hoje?
  • o que vou sentir ao liberar isto?

E vá fazendo pilhas separadas:

  • para doar!
  • para jogar fora!

Para destralhar mais:

  • livre-se de barulhos,
  • das luzes fortes,
  • das cores berrantes,
  • dos odores químicos,
  • dos revestimentos sintéticos...

E também:

  • libere mágoas,
  • pare de fumar,
  • diminua o uso da carne,
  • termine projetos inacabados.

'Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará... Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá', arremata o mestre Jesus no evangelho de Tomé.


'Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente', diz a sabedoria oriental. O ocidente insiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
(...) as frutas nascem azedas e, no pé, vão ficando docinhas com o tempo. A gente deveria ser assim: destralhar ajuda a adocicar."


Editei as partes mais importantes, que farão a diferença na sua vida como está fazendo na minha.
Estou me destralhando, aos poucos, sem pressa, buscando prazer em tudo que faço.
E quando arrumo um cômodo, um canto, um armário, o quintal, sinto-me renovada e de bem com a vida. A impressão que fica é a de que saiu um grande peso que estava nos meus ombros.


Tente também e conte o que fez e como se sentiu. Adoraria trocar experiências.


Aguardo seu comentário.


Link para o texto completo (valeu pela dica, Ana): 
http://textileindustry.ning.com/profiles/blogs/destralhese-texto-carlos?xg_source=activity



Tempo de Mudanças



Nossa! 2010 passou e postei tão poucos artigos...
No ano passado, minha agenda pessoal ficou muito cheia, com o trabalho ocupando 70%, lazer 10% e família outros 20%.
Alegrias, tristezas, realizações, decepções, e ao final, muitas lições.
Quando 2011 chegou, não me sentí muito bem, fiquei meio entediada, sem esperança... Aquela chata da deprê foi chegando, chegando. Achei tudo muito estranho.
Foi um prenúncio...
Bem, janeiro e fevereiro de 2011 trouxe mais trabalho, árduo, incessante, assustador.
Março trouxe duas grandes decepções, dores por todo o corpo, fadiga, desânimo, crise de pânico. A médica da Clínica de Segurança do Trabalho acusou hipertensão e estresse.
Abril me dei 15 dias de férias. Procurei um cardiologista e um homeopata.
O cardiologista me concedeu mais 15 dias e uns remédios para controlar a pressão.
O homeopata receitou outros.
Voltei a trabalhar no início deste mês e tomei diversas decisões na minha vida. Essas decisões requerem uma mudança radical nos meus hábitos. 
Com o tempo, vou divulgar o resultado dessas mudanças, mas uma delas foi a de voltar para o blog. 
Estou refazendo o design, as tags, reforçando algumas opiniões, alterando outras...
A vida ensina. O tempo corrige. 
Bem vindos ao meu novo blog.
Beijos a todos.