29 de mai de 2011

Retiro Espiritual (2ª parte)



Como comentei na última postagem, fui a um retiro no final da semana passada (dias 20, 21 e 22 de junho) acompanhada da minha filha.
Saímos de casa por volta das 13:20 de sexta, com uma mala super pesada pois, conforme eu havia pesquisado anteriormente, a temperatura à noite era de 9° (sou carioca, convivo com 40° - quase morrendo - e o máximo de frio que encaro é 17° - completamente agasalhada). Logicamente, minha mala continha tudo o que pudesse nos esquentar nesta empreitada.
E, como sou uma pessoa muito precavida, levei também lanche, roupas extras, manta, tênis, papel higiênico, artigos pessoais, livro, revista, mp4, e tudo o mais que achei que fosse precisar para ficar quase 3 dias fora.
E lá fomos nós. Pegamos uma kombi na porta da minha casa até o ponto final do expresso que leva à rodoviária.
Ao descer do ônibus, minha bolsa de 10Kg arrebenta a alça (que maravilha!) e passo a carregá-la como se fosse um camelô carregando sua muamba para montar a barraca na Uruguaiana...
Chegamos à rodoviária, ainda com o espírito da aventura e nos encantamos com o terminal.
Tá, não tem nada de mais mas para quem nunca viajou, este é um momento e tanto. Só não batí fotos para não pagar mico.
Compramos a passagem e, enquanto estávamos na fila, fomos abordadas por um rapaz que queria nos vender uma passagem para o ônibus das 15h. Como éramos duas, não ví razão para adquirí-lo. Ele ofereceu o mesmo bilhete para minha filha (qual parte do "não, obrigada, somos duas" ele não entendeu?!?). Isto me preocupou pois já começava a pensar que não conseguiríamos embarcar às 15h e que talvez só tivesse passagem às 16h, o que significaria ficarmos mais de uma hora no terminal, esperando o tempo passar.
Meu temor não foi confirmado pois a passagem que conseguimos era para o ônibus extra das  15:15h. 
Uma reclamação: as passagens somente podem ser adquiridas com dinheiro vivo, sem cartões de crédito nem de débito. Que absurdo! Isso facilita a ação de ladrões uma vez que somos obrigados a carregar dinheiro, em espécie, para viajar.
Algo que pudemos observar é que mesmo não sendo véspera de feriado, um dia comum eu diria, a rodoviária Novo Rio estava cheia, com pessoas viajando para todos os cantos do Rio e do Brasil. Que interessante... Imagine em dias comemorativos, aquilo deve ser um formigueiro!  
Lanchamos, fomos ao banheiro para uma última checada antes da viagem.  (Atenção, eu disse checada, e não o que você pensou... rs)
Estávamos muito ansiosas. Já disse que queria tirar foto de tudo?
Chegamos perto do ônibus, algumas pessoas já estavam embarcando, mas vimos que aquele era o das 15h. Encostamos em um canto e ficamos esperando o nosso.
Alguns minutos depois, veio um outro homem nos oferecendo de novo um bilhete para aquele ônibus que estava se preparando para sair. Mas que saco, de novo? Só que este não tinha a menor pinta de quem iria viajar... de bermuda, camisa de manga, cabeludo, muito estranho. Ele só queria trocar as passagens.
Como carioca, cá estou eu querendo saber qual é a jogada desta troca, pois nada nesta cidade passa impune. Se ele estivesse vendendo a um preço superior, eu entenderia. Isso acontece o tempo todo com ingressos para jogos de futebol, para shows, o que for. Mas a troca pela troca? Deixa prá lá. Eu quero é viajar. Mais uma vez, despachei o cidadão e continuamos aguardando nosso ônibus.
Finalmente o ônibus chegou. Mandei minha filha embarcar pois queria colocar minha bolsa (a de 20Kg) no bagageiro. Afinal, havia um funcionário passando um detector de metal nas bolsas e nas pessoas. Na minha mala havia sombrinha, celulares, chaves, que se aquele detector acusasse, iria me dar um trabalho e tanto para tirar tudo da mala e mostrar. 
Estranhei que ninguém ficava retido ao passar pelo detector. 
Bom, a hora foi passando, 13:15, 16, 17. É, brasileiro não tem jeito mesmo. Ninguém respeita horário. Nem o funcionário do bagageiro. Como ví que muitas pessoas entraram com mala, sinalizei para minha filha se havia espaço para deixá-la e ela confirmou que sim.
Entrei, passei pelo tal detector que, obviamente, não detectou nada. Nem se eu estivesse com uma pistola, aquela joça detectaria. Ai meu Deus! Isso significa dizer que qualquer um entra armado.
Fátima, deixa de neura, minha filha...
Espantei os maus pensamentos. Nada iria abalar meu dia nem minha viagem.
E, oh Gloria!, o motorista entrou, ligou o ônibus e a emoção foi inenarrável.
Está bem, parece coisa de adolescente, mas eu sou uma adolescente de quase 50 anos. Dá licença?
E saímos do terminal, nos primeiros bancos, de frente para toda a paisagem.
Foi fantástico.
Pegamos a linha vermelha e seguimos viagem até Caxias, Jardim Primavera e lá fomos nós.
Vimos tantas coisas, tantas paisagens que acredito que passem desapercebidas pelas pessoas normais, mas para nós, era algo maravilhoso.
Na próxima postagem continuo minha narrativa.
Agora estou relembrando minha euforia.
Beijos.





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