21 de fev de 2012

Série: I Hate my Teenager Daughter - meu desabafo


Sou fã de algumas séries das TV's pagas. Dentre as que mais aprecio na atualidade estão The Big Bang Theory, Fringe, Dexter, só para citar algumas. 


Recentemente estreou na Warner um seriado (que está desde novembro do ano passado na televisão americana) que, como o nome já diz, causa um certo desconforto nos lares onde respeito e amor são as palavras de ordem.


Traduzindo: "Eu odeio minha filha adolescente". Além de possuir um título que faz uma afirmação muito forte e densa, a série, pelo menos para mim, não tem nada de cômica. São duas mães por volta dos 40 anos, cada uma com uma filha adolescente. Tanto mães como filhas são amigas entre si mas inimigas de suas progenitoras e vice-versa. O seriado é totalmente baseado em desentendimentos e desencontros por conta da diferença de geração, culpa, remorso, enfim, ingredientes que serviriam mais para um drama do que para uma comédia.


Não bastasse, no terceiro episódio da primeira temporada fiquei chocada com a maneira desrespeitosa com que nós, brasileiras, fomos tratadas. Existe um diálogo entre uma das mães com sua filha em que ela diz: "- Quem é essa prostituta brasileira e o que ela fez com a minha filha?" (...)


O que foi isso? Fiquei tão brava que não poderia perder a oportunidade de postar minha indignação e se eu já não tinha nenhuma vontade de acompanhar essa série, agora é que me nego pelo total desrespeito às mulheres brasileiras. Aliás, fosse eu advogada, levantaria um processo contra o responsável pelo tal seriadinho. Ignorar que denegriram a imagem da mulher brasileira é a reação normal dos brasileiros, povo pacífico, que aceita comentários toscos sobre nossa gente.


É inadmissível aceitar essa conduta. Não podemos permitir que qualquer outro país nos rotule pelos flashes do nosso cotidiano nas praias, nos bailes funk ou de algumas ditas representantes do corpo feminino para gringo ver. Estou ciente de que grande parcela da nossa população precisaria aprender a definição da palavra dignidade. Aos que a possuem, sugiro que não percam seu tempo dando audiência ao dito seriado, já que deixou muito claro o desrespeito por qualquer mulher de qualquer país. Foi o Brasil. Poderia ter sido África, Cuba, Argentina... Não importa.


Como se na América do Norte não existisse tal figura! Bastava ter dito apenas prostituta, sem direcionar a cidadania e continuaria a ser somente mais um besteirol que não deu certo. Ou seja, foi um diálogo infeliz, descabido e desnecessário.


Fica registrado o desabafo.