7 de abr de 2017

Atenção às Redes Sociais - você pode estar desempregado ainda, por causa delas!




Retomando minhas postagens resolvi começar com uma dica para você, que está desempregado(a) mas é um amante das redes sociais.

Devo admitir que na minha época (e entrei no mercado de trabalho há longos 37 anos atrás) era bem mais fácil encontrar um emprego remunerado.

Não, não estou aposentada. Tenho 54 anos de idade, algumas empresas em que prestei serviço não repassaram o INSS e em outras não assinei a carteira de trabalho, pensando apenas em trabalhar para me sustentar e, posteriormente, sustentar minha família. Hoje faz uma diferença monstruosa porque aquele Órgão não reconhece meu tempo de serviço além de me considerar jovem demais para a aposentadoria... risos... isso é o Brasil.

Ah, mas dirá você, Temer se aposentou aos 55 anos, outros do alto escalão governamental também o fizeram, e isso é um absurdo!!! Concordo plenamente e grito com vocês a plenos pulmões. Entretanto, Temer com certeza não começou a trabalhar com 14-15 anos, não teve subempregos, não foi professor, e conseguiu sua aposentadoria por meios, sabe-se lá quais... Mas isto é assunto para outro post.

Meu objetivo aqui é alertá-lo(a) sobre como está o mercado de trabalho HOJE. Nunca fiquei mais de dois meses desempregada, e quando isso acontecia, entrava em desespero. Hoje, vejo jovens há mais de 8 meses fora do mercado de trabalho, sofrendo com exigências absurdas por parte dos empregadores que querem mais qualificação e trabalho em troca de uma baixa remuneração. Independentemente da carga tributária exercida pelo Pais na admissão de empregados (o que sempre ocorreu), os pequenos e grandes empresários, visando apenas seus lucros, não se importam com as condições ofertadas já que a procura é bem maior que a oferta.

Agora, supondo que você tenha o grau escolar exigido, bem como as qualificações e experiências procuradas para atender às exigências do seu possível futuro patrão, você ainda poderá não ser escolhido. Por que? Redes Sociais.

Portanto, preste MUITA atenção ao que você posta, compartilha ou comenta. Os departamentos de RH das empresas estão consultando sua vida, e a internet fornece essas condições. Pelo Google, eles podem saber quais processos judiciais em que você está envolvido, seja como autor ou como réu. Sabe também como rastrear seu Facebook, o do seus amigos e parentes para verificar seus comentários e, se por alguma razão, ele ou ela não pactuarem com suas opiniões, acredite, você sequer será cogitado para a vaga.

Há uma postagem no G1 com o título "Postagens negativas podem eliminar você de uma vaga de emprego" datada de fevereiro de 2017, ou seja, noticia fresquinha. Na maioria das vezes, sua postura nas redes sociais diferem totalmente daquela que você manteve em uma entrevista, em um processo seletivo (link http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/concursos-e-emprego/noticia/2017/02/postagens-negativas-podem-eliminar-voce-de-uma-vaga-de-emprego.html).

Portanto, além das já condenáveis como homofobia, racismo,  intolerância seja ela qual for, as curtidas e opiniões também são avaliadas para uma possível contratação. Os profissionais encarregados pela seleção têm hoje uma ferramenta poderosa em suas mãos para vasculhar (stalkear como se diz hoje) a vida de qualquer um. Porque não a usariam para analisar SUA vida, a vida de um possível colaborador na empresa deles?

Pense nisso e apague suas pegadas, caso seja possível, de qualquer postagem indesejável. Guarde suas opiniões censuráveis para você. Afinal, não somos perfeitos mas a sua imperfeição, arrogância e hipocrisia (se for o seu caso) vai mantê-lo mais distante ainda do seu salário, da sua colocação e até de você mesmo (o que considero muito pior).

Reflita! Além de não poluir a rede, você terá garantido seu pão de cada dia.

Pretendo, nos próximos posts, fornecer informações e dicas para ajudar você, no que for possível, a melhorar suas entrevistas, currículos e links úteis de busca, de sites que não cobrem. (Outro absurdo!)

Abro a postagem para suas sugestões e comentários.


Fique em paz!
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